Audiência pública debate veto ao projeto que cria o Fomento ao Rock em São Paulo
Proposta do vereador Dheison Silva busca garantir políticas permanentes de incentivo à cena do rock, fortalecendo artistas, produtores, espaços culturais e profissionais do setor
A Câmara Municipal de São Paulo realizou, nesta quarta-feira (26/08), uma audiência pública para discutir o veto do Executivo ao Projeto de Lei (PL) 622/2025, de autoria do vereador Dheison Silva (PT), que propõe a criação da Lei de Fomento ao Rock na capital paulista.
A audiência reuniu artistas, produtores culturais, representantes de associações, coletivos e profissionais ligados à música para discutir a importância de uma política pública permanente de valorização do rock em São Paulo.
A proposta foi aprovada em segundo e definitivo turno pela Câmara Municipal em maio deste ano. Posteriormente, o projeto foi integralmente vetado pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB).
Rock também é cultura
Durante o debate, Dheison Silva destacou que o projeto nasceu a partir do diálogo com quem vive a cena do rock diariamente e busca garantir que o gênero tenha acesso às políticas públicas de cultura existentes na cidade.
Segundo o vereador, São Paulo possui uma relação histórica com o rock e reúne artistas, bandas, produtores, técnicos, casas de shows, coletivos e espaços culturais que movimentam a economia e a vida cultural da cidade.
“São Paulo tem uma história enorme com o rock. O que estamos defendendo é que essa cultura tenha espaço, investimento e políticas públicas. Não estamos pedindo privilégio, estamos pedindo igualdade de condições para quem faz cultura”, afirmou Dheison.
O PL 622/2025 prevê mecanismos de incentivo à produção e circulação de artistas, realização de festivais, feiras e oficinas, além de ações de formação profissional e valorização dos espaços culturais.
A iniciativa também busca estimular o empreendedorismo e a formalização de profissionais do setor, ampliar o acesso a oportunidades e fortalecer a presença do rock nos equipamentos públicos e na programação cultural do município.
Artistas defendem derrubada do veto
Representantes da cena musical que participaram da audiência ressaltaram que o debate vai muito além da realização de grandes shows.
Artistas e produtores defenderam que uma política de fomento também contemple a formação de novos músicos, oficinas, cursos, circulação de bandas, ocupação de praças e equipamentos públicos e apoio aos diferentes subgêneros do rock.
Para os participantes, a criação de uma política específica pode contribuir para democratizar o acesso aos recursos públicos e garantir oportunidades tanto para artistas já consolidados quanto para quem está iniciando a carreira.
A audiência também reforçou a necessidade de transparência na aplicação dos recursos destinados à cultura e de participação dos próprios trabalhadores e coletivos do setor na construção das políticas públicas.
Veto será discutido na Câmara
O Executivo justificou o veto afirmando que já existem instrumentos municipais de fomento que contemplam projetos musicais e apontou questões relacionadas ao impacto orçamentário da proposta.
Durante a audiência, no entanto, parlamentares e representantes da sociedade civil defenderam a importância de manter a discussão sobre uma política específica para o rock.
Para Dheison Silva, o debate realizado na Câmara demonstra que existe uma demanda concreta da sociedade e que o projeto pode ser aperfeiçoado sem abrir mão de seu objetivo principal: garantir reconhecimento e incentivo permanente à cultura do rock.
“Essa audiência mostrou que existe uma cena viva, diversa e organizada. O rock gera trabalho, movimenta a economia, ocupa espaços e faz parte da identidade cultural de São Paulo. Vamos continuar dialogando para garantir que essa política avance”, afirmou o vereador.
Próximos passos
Após a audiência pública, o conteúdo dos debates será sistematizado para subsidiar os próximos passos da discussão do projeto na Câmara Municipal.
O mandato de Dheison Silva seguirá dialogando com artistas, coletivos, produtores e representantes do setor para construir alternativas que permitam avançar na criação de uma política pública de fomento ao rock na cidade.
A defesa do projeto também representa a defesa de uma política cultural mais democrática, que reconheça a diversidade das manifestações artísticas e garanta oportunidades para quem produz cultura em todas as regiões de São Paulo.
A Câmara Municipal de São Paulo realizou, nesta quarta-feira (26/08), uma audiência pública para discutir o veto do Executivo ao Projeto de Lei (PL) 622/2025, de autoria do vereador Dheison Silva (PT), que propõe a criação da Lei de Fomento ao Rock na capital paulista.
A audiência reuniu artistas, produtores culturais, representantes de associações, coletivos e profissionais ligados à música para discutir a importância de uma política pública permanente de valorização do rock em São Paulo.
A proposta foi aprovada em segundo e definitivo turno pela Câmara Municipal em maio deste ano. Posteriormente, o projeto foi integralmente vetado pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB).
Rock também é cultura
Durante o debate, Dheison Silva destacou que o projeto nasceu a partir do diálogo com quem vive a cena do rock diariamente e busca garantir que o gênero tenha acesso às políticas públicas de cultura existentes na cidade.
Segundo o vereador, São Paulo possui uma relação histórica com o rock e reúne artistas, bandas, produtores, técnicos, casas de shows, coletivos e espaços culturais que movimentam a economia e a vida cultural da cidade.
“São Paulo tem uma história enorme com o rock. O que estamos defendendo é que essa cultura tenha espaço, investimento e políticas públicas. Não estamos pedindo privilégio, estamos pedindo igualdade de condições para quem faz cultura”, afirmou Dheison.
O PL 622/2025 prevê mecanismos de incentivo à produção e circulação de artistas, realização de festivais, feiras e oficinas, além de ações de formação profissional e valorização dos espaços culturais.
A iniciativa também busca estimular o empreendedorismo e a formalização de profissionais do setor, ampliar o acesso a oportunidades e fortalecer a presença do rock nos equipamentos públicos e na programação cultural do município.
Artistas defendem derrubada do veto
Representantes da cena musical que participaram da audiência ressaltaram que o debate vai muito além da realização de grandes shows.
Artistas e produtores defenderam que uma política de fomento também contemple a formação de novos músicos, oficinas, cursos, circulação de bandas, ocupação de praças e equipamentos públicos e apoio aos diferentes subgêneros do rock.
Para os participantes, a criação de uma política específica pode contribuir para democratizar o acesso aos recursos públicos e garantir oportunidades tanto para artistas já consolidados quanto para quem está iniciando a carreira.
A audiência também reforçou a necessidade de transparência na aplicação dos recursos destinados à cultura e de participação dos próprios trabalhadores e coletivos do setor na construção das políticas públicas.
Veto será discutido na Câmara
O Executivo justificou o veto afirmando que já existem instrumentos municipais de fomento que contemplam projetos musicais e apontou questões relacionadas ao impacto orçamentário da proposta.
Durante a audiência, no entanto, parlamentares e representantes da sociedade civil defenderam a importância de manter a discussão sobre uma política específica para o rock.
Para Dheison Silva, o debate realizado na Câmara demonstra que existe uma demanda concreta da sociedade e que o projeto pode ser aperfeiçoado sem abrir mão de seu objetivo principal: garantir reconhecimento e incentivo permanente à cultura do rock.
“Essa audiência mostrou que existe uma cena viva, diversa e organizada. O rock gera trabalho, movimenta a economia, ocupa espaços e faz parte da identidade cultural de São Paulo. Vamos continuar dialogando para garantir que essa política avance”, afirmou o vereador.
Próximos passos
Após a audiência pública, o conteúdo dos debates será sistematizado para subsidiar os próximos passos da discussão do projeto na Câmara Municipal.
O mandato de Dheison Silva seguirá dialogando com artistas, coletivos, produtores e representantes do setor para construir alternativas que permitam avançar na criação de uma política pública de fomento ao rock na cidade.
A defesa do projeto também representa a defesa de uma política cultural mais democrática, que reconheça a diversidade das manifestações artísticas e garanta oportunidades para quem produz cultura em todas as regiões de São Paulo.